Porque a vida é feita de pequenas coisas que nos transformam e de momentos importantes que merecem ser recordados...
Aqui vou partilhando as minhas histórias da minha História
"Como namorados, vocês vivem uma época única que abre à maravilha do encontro e faz descobrir a beleza de existir e de ser preciosos para alguém, de poderem dizer reciprocamente: "Tu és importante para mim". Vivam com intensidade, gradualidade e verdade esse caminho"
Papa Emérito Bento XVI
Simplesmente Amo-te
29.3.2012: o inicio da nossa caminhada juntos
«O Senhor precisa dele». São palavras de Jesus, não sobre alguém, mas sobre um simples jumento.
Foi sobre este pequeno burro que Jesus fez a Sua entrada triunfal em Jerusalém.
Foi manifestamente um trabalho menor, discreto e apagado. Não fora este relato dos Evangelhos e não saberíamos da sua existência.
Porém, cumpriu uma missão concreta e necessária. Misteriosamente, foi instrumento desse acontecimento maior um dia começado em Nazaré e cumprido em plenitude na manhã gloriosa da Páscoa.
É certo que ao jumento não foi concedido o dom da liberdade que eu por graça recebi. Mas confesso que gostaria de ser fiel ao que Deus de mim espera, como o foi aquele pobre burro, porque eu sei que o Senhor precisa de mim.
Podia não precisar, mas quer a minha ajuda. Podia não querer, mas quer que seja também eu a levá-Lo aonde eu for.
Quer a minha voz e os meus braços, a minha cara e os meus gestos. Quer o meu coração e a minha vida. Quer mostrar-Se e dar-Se a conhecer em mim… apesar de mim.
Quando eu Te desiludir, Senhor, lembra-me da fidelidade desse jumento, para que nunca deixe de Te levar sempre comigo.
Estamos na Semana Santa, rumo ao Domingo de Páscoa.
“Depois que lhes lavou os pés – conta S. João – retomou o seu manto, voltou à mesa e disse: ‘Compreendeis o que vos fiz?... Também deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, também vós o façais” (Jo 13,12-15).
Hoje é quinta-feira, mas não será santa se não dispusermos a nossa existência para cairmos de joelhos humildemente, uns diante dos outros, como homens e mulheres livres e não como escravos
terça-feira, 19 de março de 2013
Quando mais preciso parece que é quando as pessoas estão menos disponíveis...
Bem sei que não sou o centro do mundo (nem quero), mas quando preciso que
as pessoas se preocupem e entendam o que se passa, é quando elas menos disponibilidade
Ontem, numa dinâmica de grupo, tínhamos uma folha com características (positivas) e devíamos classificar as 4 que mais nos caracterizavam, e aquelas que melhor caracterizavam os elementos do grupo.
De entre as que lá estavam, foi difícil escolher só 4, mas lá consegui.
E no fim, fiquei bastante surpreendida... Eu não sou o tipo de pessoa que se mostra, eu tenho noção que às vezes não sou muito transparente, mas por incrível que pareça algumas pessoas conhecem-me relativamente bem...
Numa coisa acertaram: a persistência é uma característica que sempre fui desenvolvendo.
Ao fazer a minha reflexão semanal, no cantinho de oração do Grupo de Jovens, apercebi-me de muitas coisas:
Sou feliz, nem sempre o acho, mas mesmo olhando para os momentos menos bons, posso dizer que mesmo assim sou feliz;
Tenho uns bons pais. Ouço muitos raspanetes, levo muitas vezes na cabeça, tenho sempre que avisar quando vou sair e a que horas chego, para onde vou; mas nunca me faltou nada. Sempre foram interessados e preocupados. Ouvi muitos nãos, mas isso ensinou-me a crescer e a perceber que as coisas não nos caem do céu, é preciso trabalhar e merecer para receber.
Apesar de as vezes me revoltar, e de por vezes não ser fácil, viver com fenilcetonúria é uma coisa tão natural que não seria eu, se não a tivesse.
Apercebi-me que devo muito a minha mãe, a minha heroína, que desde sempre acreditou nos médicos, e acreditou que eu um dia seria um exemplo.
Orgulho-me de tudo aquilo que fiz nos últimos 19 anos (quase 20). É certo que nem sempre foram coisas boas, mas sou como toda a gente: aprendo muito mais quando bato com a cabeça na parede.
É pena o tempo não voltar atrás....
Não teria pressa de crescer, e teria aproveitado algumas coisas
com mais intensidade e alegria.
Mas mesmo assim: OBRIGADA a todos os que fazem/fizeram parte